segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Casa Ferreirinha - Reserva 1989

Tive todo o tempo do mundo. Parei no tempo, saboreei e disfrutei ao longo de uns bons largos minutos deste fabuloso vinho.
Há anos, já tive oportunidade de provar um Barca Velha; Nesse antigamente, o vinho já era um amigo da minha consciência, mas talvez a minha "puberdade" não deixou que o saboreasse justamente e dignamente, facto que hoje me deixa por vezes revoltado, mas acredito que irei ainda me perdoar por esse acto.
Com o Ferreirinha 1989, não cai no mesmo erro e deixei-me levar pelos tons tons granadas, a fugir para o atijolado; no nariz, complexo, destoando as especiarias e a fruta madura. Na boca, a sua estrutura é intensa,fresca e um excelenta acidez; Taninos sedosos e macios, com a fruta madura e a madeira integrarem-se deixando um final incrivelmente longo e divinal.
Como um amigo meu diz " Pu#$% que pariu, até doí a alma !!!"

sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Castelo D´Alba Vinhas Velhas - 2010

Mais um excelente vinho da VDS. Este Branco, foi exclusivamente elaborado com a casta Côdega de Larinho. Aromas minerais, laranja e algumas notas vegetais tornam este vinho muito exuberante no nariz; Na boca, bom volume, alienado com uma frescura assinalável onde a mineralidade volta aparecer. Termina longo e persistente.
Mais um belo vinho da VDS!!!

quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Prazeres Requintados & Wine of Us

Fim de Semana passado, convívio cá em casa!!! Os meus amigos Carlos Soares e João Pires,mentores do Blog Wine of Us, deambularam por Lisboa, ao "Encontro do Vinho".
Antes disso, paragem obrigatória na residência oficial do Presidente dos Prazeres Requintados para um repasto porreiro e saudável.
Apareceram de mala carregada; Néctares do Douro, boa disposição e há boleia trouxeram também o Stéphane, da Quinta do Pôpa, também ele com as "suas armas"....
Começámos pelo Branco Duriense, Bétula 2010. Já falado aqui anteriormente, este duriense foi uma enorme surpresa para quem o desconhecia. A excelente acidez, os seus aromas e a sua elegância foram consumidos até há última gota!!!

Passámos para os tintos e para inicio foi escolhido "Domini Plus" 2008, da José Maria da Fonseca.

Um vinho duriense ao nível dos grandes vinhos do Douro, "domesticado" por um Palmelão, enólogo Domingos Soares Franco e por Cristiano Van Zeller.
Seria um vinho para o guardar mais algum tempo, mas não tive "força" para tal. Um vinho duro, encorpado, complexo. Mais à frente soltou os aromas que tardavam a transpirar pelo nariz, sendo a amora, ameixa e pimenta as mais fortes. Na boca um vinho de entrada forte, que encurtava rapidamente. A madeira encontra-se muito bem integrada;termina longo e persistente.

Terminado o Domini Plus, a mala que vinha carregada de Alijó abriu-se e soltou-se o Poeira 2008.
Da região de Provesende, este Poeira encheu-me as medidas!!! Aromas complexos e sublimes; fruta preta e muito mineral tornam este vinho uma verdadeira proeza. Na boca, simplesmente divinal; a sua frescura, a sua elegância, a sua estrutura e a ligação da fruta com a madeira deixam este néctar com um final extremamente elegante e persistente.

Para a sobremesa, Stéphane fez questão de abrir uma das 2000 garrafas do tinto Doce Quinta do Pôpa.

Saiu na rifa a nº 949. Não sendo muito fã destes tipos vinhos, confesso que no final fiquei convencido sobre este potencial tipo de vinho.
Elaborado por Luis Pato,o ‘Pôpa Vinho Doce tinto 2010’ apresenta um aroma fresco e delicado a frutos vermelhos, com nuances de frutos secos. Na boca é um vinho elegante, que apresenta um bom equilíbrio entre os taninos maduros e a doçura, o que lhe dá um final persistente e atractivo.

As horas passavam e o evento "Encontro do Vinho" chamava-nos. Para terminar e adoçar ainda mais a boca terminamos assim:

A primeira parte foi assim....

terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Herdade do Peso 2008

Do Grupo Sogrape, este Herdade do Peso tem conquistado vários consumidores pela sua relação preço/qualidade. Aromas intensos de frutas preta; Na boca um vinho elegante, com taninos suaves integrados muito bem com a madeira. Termina longo.
Um vinho por cerca de 5,50€ que certamente não o irá desiludir.

domingo, 30 de Outubro de 2011

José Maria da Fonseca - Evento Wine Bloggers


A 22 Outubro 2011, a José Maria da Fonseca organizou um evento denominado “Wine Bloggers”. Aceitámos o seu convite e lá aparecemos, nós e mais 14 entusiastas, apreciadores e amantes do Vinho.O evento teve início com a recepção de boas vindas de Sofia Soares Franco (pertencente à 7ª geração da família), no qual nos transmitiu a sua importância no panorama Nacional da comunidade enófila de bloggers, que no entender da Empresa José Maria da Fonseca tem vindo a crescer e a ser uma ferramenta útil na divulgação, informação e no marketing dos Vinhos.

Seguidamente, a cargo de Helena Rodrigues, uma visita aos cantos da casa “mãe” do José Maria da Fonseca. A história de como tudo começou, as gerações da família, um olhar sob a adega da Mata (onde estagia o vinho Periquita), a adega dos teares novos (onde decorre anualmente a confraria do Periquita e por fim a adega dos Teares Velhos, onde descansam os mais antigos Moscateis da empresa e onde existe um lugar, denominado por frasqueira, onde está guardada a colecção privada da José Maria da Fonseca. Um local sem dúvida extraordinário, a merecer uma visita obrigatória.

O Famoso moscatel "Torna Viagem"


Adega da Frasqueira - Local onde estão guardados os mais tesouros da José Maria da Fonseca

Depois do conhecimento histórico, as provas. Os primeiros 4 vinhos provados foram sob batuta de Miguel Remédio, responsável pelo marketing da JMF; Os Brancos Quinta de Camarate Seco 2010 e Quinta de Camarate doce ( vinhos sensatos, ao gosto do consumidor, sendo o Branco Seco o vinho que mais gostei); De seguida dos tintos, Qta. Camarate 2008 (bela surpresa, um vinho ao meu gosto) e o Pasmados 2008, um vinho guloso, mais “comercial” de fácil gosto para o consumidor.

Depois desta “entrada”, a segunda fase de provas, esta agora com a presença do enólogo Domingos Soares Franco. Provou-se vários vinhos, ouviu-se várias histórias e vastas experiências do próprio; As suas palavras deixaram-me siderado com tamanho conhecimento e a sua disposição cativou os presentes durante aquelas horas.

Enólogo Domingos Soares Franco


Deixo de seguida alguns dos vinhos provados:

FSF - O vinho em honra do seu Pai elaborado com as suas castas preferidas (Syrah, Trincadeira e Tannat)

Periquita Superyour - Topo de gama da Periquita, um vinho de enorme frescura e elegância


Domini Plus - Um vinho duriense, "domesticado" por Domingos Soares Franco; foi o vinho com que mais me identifiquei, Fabuloso!!!

J 2009 - Um alentejano de grande potencial

Passado os tintos, chegaram os grande moscateis da José Maria da Fonseca. Desde a Colecção privada DSF 1998, elaborado com Conhaque ( Não se encontra à venda este moscatel); passando pelo DSF 1999 Armagnac ( divinal, fiquei fã !!); 2003 Moscatel Roxo 2003 e pelo 20 anos!!!
A terminar dois Bastardinhos, o de 2009 e de 2011, mas nesta etapa já tinha ficado hipnotizado e não cheguei a prová-los....

Terminada a prova, um almoço bem elaborado e bem acompanhado ( Branco Pasmados 2008, Hexagon 2003, com excelentes aromas e iríamos acabar com um Fabuloso Bastardinho 30 Anos.
Acabar pensámos nós, até que Domingos Soares Franco presenteou-nos com uma surpresa divinal....... Moscatel Superior 1955!!! Mais palavras para quê???

Moscatel Superior 1955


Foto by André Peres

domingo, 16 de Outubro de 2011

Quinta do Monte D´Oiro - Reserva 2003

Da região de Alenquer, sob batuta do Produtor José Bento Santos foi este elaborado este Quinta do Monte D´Oiro Reserva 2003.As castas Syrah ( 96%) e Viognier (4%) deram a alma a este fabuloso vinho, que passando 18 meses por barricas novas de carvalho françês deixaram a minha alma siderada.

Um vinho com um côr rubi. No nariz, ao inicio aromas escondidos surgindo futa madura e baunilha gradualmente e algum chocolate. Na boca, adorei. Elegante, com taninos sedosos, equilibrado onde a madeira está muito bem integrada; Excelente acidez com um final prolongado e delicioso.

Um vinho muito bem trabalhado, sendo um dos melhores tintos Portugueses que já bebi.

domingo, 9 de Outubro de 2011

Bétula 2010

Depois do Bétula 2009, eis a prova do 2010!!! Mais uma vez, agradeço à Catarina Montenegro pela sua amabilidade de nos enviar duas amostras para prova.

Antes de falar da minha prova, vou falar um pouco sobre esta quinta, que tem deliciado os amantes dos vinhos brancos.

Bétula é um vinho produzido e elaborado na Quinta doTorgal situada na freguesia de Barrô (única freguesia da Região Demarcada do Douro que pertence ao concelho de Resende, distrito de Viseu), na fronteira entre o Douro e a região dos vinhos Verdes. A área de cultivo é de cerca de 2 hectares com solos graniticos, situando-se a 300 metros de altitude.

Em 2006, a quinta foi renovada, sendo plantado 50% da área com a casta Viognier e os restantes 50% com Sauvignon Blanc; Uma aposta arriscada, mas que felizmente os proprietários e principalmente o enólogo responsável ( Francisco Montenegro), têm conseguido extrair belissimos resultados.

Quanto à prova, O Bétula de 2010 está no mesmo patamar do de 2009, ou seja, belissimo!! As mesmas castas utilizadas e nas mesmas percentagens; 50% de Viognier e 50% de Sauvignon Blanc, sendo que somente Vigonier fermentou em Carvalho Françês e Sauvignon Blanc apenas em inox.No nariz, aromas exuberantes de frutas tropicais e pêssego. Na boca , excelente volume onde predomina a casta Sauvignon Blanc, com notas verdes e acentuada acidez, sendo um vinho fresco e rico em aromas. Termina longo pleno de sabores.


Um vinho extremamente agradável, onde uma vez mais se confirma que a aposta nas castas internacionais está a dar os seus frutos no Douro. Para continuar com este belo projecto!!

sábado, 9 de Julho de 2011

Quinta da Lapa Reserva 2009

Outro vinho do Tejo. Este Quinta da Lapa, mostrou-se com garra!!! De côr Vermelha carregada, de lágrima persistente, apresentou-se bem definido. Aromas abundantes a fruta vermelha e muita tosta. Na boca, um vinho bem elaborado onde a fruta novamente predomina. Os taninos estão bem presentes, amaciados pela madeira.



Um vinho que gostei. Um vinho bem trabalhado que pode e deve evoluir em garrafa.

terça-feira, 5 de Julho de 2011

Marquesa da Alorna Reserva 2008

No fim de semana passado, tive a feliz experiência de visitar o Magnifico Restaurante Taberna do Alfaiate, Situado na Lapa, Concelho do Cartaxo. Mas sobre o Restaurante e o seu divinal repasto falarei oportunamente; Hoje quero sim falar sobre um dos vinhos que bebi nessa noite.... Marquesa de Alorna Reserva 2008.

Proveniente da Quinta da Alorna, este Marquesa foi um dos últimos vinhos lançados pela Quinta, sob a batuta da Enóloga Marta Simões.

Quanto ao néctar, propriamente dito, a inexistência da informação das castas tornou desde logo um mistério no olfacto; Mostrou-se com uma côr vermelha carregada, algo fechado de inicio, soltando aos poucos bastantes notas de fruta preta e alguma tosta.

Na boca, um vinho sedoso, macio, complexo e com um excelente corpo, onde a cereja sobressai; Taninos vivos, bem complementados pela madeira e com uma excelente acidez que termina algo seco e persistente.


Um vinho de qualidade, a mostar a força deste produtor!!! Uma excelente compra para uma ocasião especial.

sábado, 2 de Julho de 2011

Os Goliardos chamam-te !!!

Uma selecção de produtores fenomenal, um quadro priviligiado sobre o rio, música ao vivo excepcional e um ambiente que se criou em torno do vinho verdadeiramente goliárdico!
Dois fins de tarde que perduram pela noite dentro. 30 produtores, nacionais e estangeiros dão conhecer os seus vinhos.

quinta-feira, 30 de Junho de 2011

Quinta de Cabriz Encruzado 2010

Da casta encruzado, rainha dos Brancos da Região do Dão foi feito este Quinta de Cabriz 2010. De côr amarelo / esverdeado, este Quinta do Cabriz mostrou toda a força desta casta. No Nariz, aromas escondidos ao inicio; Posteriormente a tosta, aromas florais e laranja foram sobressaindo. Na boca, um vinho elegante; Excelente volume, com acidez perfeita. Termina longo e persistente, mostrando garras para mais alguns anos.

Um vinho para comprar às caixas!!!!

Preço: 6€

segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Vinhos Carlos Alonso Douro Wine

No passado fim de semana desloquei-me à "minha segunda casa", Alijó. Aproveitando uma visita já planeada, soube de mais um encontro Viníco no magnífico Restaurante Douro Gourmet Alijó ( Quem não conhece merece uma visita obrigatória).
Foi a primeira vez que tive o privilégio de marcar presença nos já habituais encontros mensais promovidos pela gerência ( o último foi uma degustação de Azeite) e é de salutar estas iniciativas; Num meio pequeno como Alijó, são caprichos e momentos como o que esta Gerência promove que conseguem cativar os locais e também os forasteiros.



Com a lotação esgotada, esta iniciativa teve o prazer de apresentar os 4 vinhos da Empresa Carlos Alonso Douro Wine. Produtor de Alijó, tem os seus vinhos ao cargo do enólogo Valter Silva e do também enólogo Jorge Alves ( sendo nesta quinta consultor).


Começamos no exterior com o Moscatel Dona Ana para entrada; Simples ou acompanhado por água tónica, este Moscatel apresentou uma côr Amarela Palha; no nariz aromas ricos de notas florais, onde a casta galega predomina. Na boca um vinho com algum corpo, onde as notas doces são suavidas pelo alcool e com os 18 meses de estágio em madeira, acabando fresco.


Já na mesa, a entrada foi um guloso "Bombom Queijo Brie com compota de 3 Pimentos". Estava divinal. Acompanhar foi servido o Rosé Quintela DOC 2010. Aromas florais, compota e algum excesso de manteiga; Na boca, muita fruta, onde a framboesa e alperce o tornam enjoativo. Um vinho com pouca garra.





De seguida, o prato de peixe. Trouxa de Peixe Espada com batata de queijo e Ratatoui de Legumes, acompanhado pelo Branco Piano Grande Reserva 2010. Elaborado com as castas Gouveio, Viosinho e Côdega do Larinho, um vinho de côr limpa. Aromas escondidos ( talvez muito fresco ), onde somente se notava algumas notas de tosta, particularmente casca de amendoim. Na boca, excelente entrada, com um bom volume na boca, onde a madeira suave se faz notar. Termina fresco.


Para o prato de carne foi servido Cachaço de Porco Preto acompanhado por migas de Feijão e batata Assada. O vinho escolhido foi o Piano Grande Reserva 2007. Uma desilusão !!! O vinho que era apelido por muitos como a "cara bonita" do produtor, tornou-se para mim ( modesta opinião) o elo mais fraco !!! No nariz fruta preta a persistir e algumas notas de alcatrão. Na boca, os taninos verdes, secos fazem-me arrepiar. Adstringência ao máximo, no qual não consegui apurar nada mais. Esperei 10 minutos para com poucas melhorias. Um vinho que não me seduziu.




Uma experiência que valeu pelo convivio e pela comida. Luis Almeida e António Ribeiro estão de parabéns pelo excelente serviço e qualidade.


Os vinhos, no seu geral não fiquei fã. O meu preferido ( se é que posso considerar preferido!!) dos 4 vinhos foi o Branco; Os restantes, são vinhos e logo por isso bebem-se, mas no seu intimo temos muito melhor pelos mesmos preços.

segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Quinta São João Batista - Syrah 2007

Há vinhos que antes de serem consumidos temos no inconsciente boas ou más expectativas. No caso deste Regional do Tejo, Quinta São João Batista ,o meu inconsciente conduzia-me para os vinhos que não me agradam, talvez por ser um pouco relutante quanto aos Monocasta Syrah.

Após o fim da prova deste néctar, o resultado foi puramente o contrário.

Quinta São João Batista demonstra que se pode beber bons vinhos a preços sensatos. 100% Syrah, estagiou 9 meses em barricas novas de Carvalho Françês. De côr granada intensa e com um lágrima algo persistente; Aromas "fortes" a fruta vermelha, onde sobressai a ameixa e notas de groselha. Na boca, excelente frescura que conjugada com o sabor frutado, notas de madeira torna-o um vinho macio e com um final persistente e guloso.

Um excelente vinho para o preço praticado ( cerca de 6€).

domingo, 29 de Maio de 2011

Cabeça de Toiro - Reserva 2007

Mais um vinho das Caves velhas. De côr violeta intensa, este Cabeça de Toiro foi elaborado com Touriga Nacional e Castelão ( 50% de ambas). No nariz, intenso onde predomina os frutos vermelhos, algum chocolate e notas de especiarias. Na boca, a fruta predomina, os 9 meses de estágio em madeira estão bem integrados; o volume na boca é curto, deixando-a ligeiramente seca. Termina com um final curto /médio.
O preço a rondar os 5/6 €, é bastante convidativo, para qualquer repasto.

domingo, 22 de Maio de 2011

Enoteca Caves Velhas - Lançamento de novas colheitas

A convite da Enoport estive presente na Enoteca Caves Velhas, em Bucelas, no dia 11 de Maio para o lançamento de 3 vinhos de novas colheitas da empresa.
A prova foi efectuada na magnifica loja "Enoteca Caves Velhas". Quem não conhece, aconselho vivamente a uma visita.

A prova foi conduzida pelo Enólogo João Vicêncio, que fez uma breve introdução sobre a empresa, os seus grupos de empresa e Quintas pertencentes à Enoport.


Quanto à prova, 3 vinhos provados; O já sobejamente conhecido branco Arinto Bucelas (colheita 2010); Topázio 2009 e o Quinta do Boição Special Selection TT 2008.


Bucelas Caves Velhas 2010 - Elaborado unicamente com casta Arinto. Com uma côr citrina e tonalidade de tons esverdeados, apresenta-se no nariz com citrinos, notas florais e aromas intensos a ananás e frutos tropicais; Na boca a sua elevada acidez continua a ser a sua imagem de marca que conjugada com a fruta faz um vinho guloso e delicioso. Termina persistente e delicioso.


Topázio 2009 - Um vinho elaborado com Touriga Nacional, Roriz e Touriga Franca; um vinho com aromas a frutos silvestres e algumas notas florais; Na boca a elevada acidez não me deixou seduzido e a sua adstrigência deixou-me a boca encortiçada. No entanto, o seu preço é apetecivel para um vinho diário ( 2,20€).


Quinta do Boição Special Selection 2008 - Elaborado com vinhas com mais de 40 anos, tem 50% de Touriga Nacional e 50% de Syrah.Côr granada intensa; no nariz ao inicio os aromas escondidos deixaram-me com o nariz colado ao copo. Lentamente foram soltando-se aromas de fruta madura e especiarias, sendo posteriomente o aroma mentolado o mais saliente. Na boca, excelente estrutura e complexidade; Muita especiaria e com um final extremamente longo e persistente.

Um vinho de qualidade superior, onde só foram feitas cerca de 2600 garrafas.



Um excelente fim de tarde!!!! Agradeco o convite endereçado e uma palavra de apreço ao João Vicêncio pelo excelente trabalho que tem desenvolvido.

sábado, 7 de Maio de 2011

Quinta do Pôpa - Um prazer ainda por descobrir

Continuando o meu fim de semana enófilo Pascoal, no qual iniciei na Avessada com os Vinhos Azamor ( post anterior), terminamos a dia/ noite com mais uma grande prova. Desta vez os excelentes vinhos da Quinta da Pôpa. Tomei conhecimento deste produtor na Essência 2011, e no contacto e provas degustadas fiquei entusiasmado com alguns dos vinhos.

O local escolhido foi o restaurante Douro Gourmet, em Alijó ( antigo Cêpa Torta), local agora conduzido por Luís Almeida e António Ribeiro, no qual merece um visita obrigatória quando fizer uma visita ao Douro.

Quanto à prova, conduzida pelo jovem Stephane Ferreira, foram degustados 4 vinhos, sendo dois monocasta ( Touriga Nacional e Tinta Roriz), Vinhas Velhas e por fim um vinho (Trepa) elaborado com Tinta Roriz e a casta e Baga da vinha Pan, todos de 2007. Os vinhos estão sob a batuta do conceituado Luis Pato.



Vamos às notas de prova :


Touriga Nacional 2007 - Vinhas com cerca de 4/5 anos fizeram este vinho. Estamos habituados a vinhos Touriga nacional com o sobressair de aromas florais e frutos Silvestres. Este não é o caso. No nariz, senti um vinho muito jovem, onde a predominância da amora e cereja prevalece. Na boca, um vinho encorpado QB, os taninos muito suaves, onde o estágio de 4 meses em madeira casa bem. Final de boca curto. Acredito que com mais uns anos possa melhorar.

Tinta Roriz 2007 - Considero este vinho o elo mais forte deste produtor. Nunca fui grande apreciador desta monocasta, mas este vinho deixou-me contagiado!!!
No nariz, aromas fortes, onde o chocolate abunda. Na boca, um sensação de prazer continuo; Encorpado, deixa à primeira golada, um ligeiro toque doce, que posteriomente é complementado com uns taninos explosivos na boca, que o deixa com um final de boca agressivo e extremamente delicioso.


O Melhor da Noite !!!!

Vinhas Velhas 2007 - Mais um excelente vinho. Elaborado com vinhas velhas da Quinta, a qualidade das vinhas são bem evidentes; Ao inicio, os aromas "escondidos" não me deixaram entusiasmado. Passado algum tempo, alterou para melhor; a fruta muito bem integrada com madeira sobressaindo notas de especiarias. Na boca, um vinho mostra-se intenso e profundo, bem equilibrado com taninos suaves; Termina longo e persistente.


Trepa 2007 - O último vinho da noite; A união das castas Tinta Roriz e da Baga Vinha Pan fez este vinho.Um vinho com uma boa estrutura, onde a fruta madura prevalece.Na boca, um vinho agradável, com uma boa integração da madeira.Um vinho jovem, que pessoalmente foi o que menos gostei da noite, mas talvez porque fosse mesmo por ser o último as provas terem sido várias.....


Um excelente dia !!! Mais uma vez agradecer ao Carlos Soares e ao joão Pires, mentores agora do blogue WINE OF US , Ao Stéphane da Quinta do Pôpa pelo convite e ao Luis Almeida e António Ribeiro do Restaurante Douro Gourmet pelo grande repasto que nos ajudou nesta prova.



By Restaurante Douro Gourmet

segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Prova Vertical - Vinhos Azamor Petit Verdot

Páscoa é sinónimo de Viagem para muitos Portugueses. Eu para não fugir à regra passei mais uma em Alijó a 400 Kms do meu lar "fixo".

Este ano, ao contrário das épocas pascoais de anos anteriores, tive a sorte dos meus amigos Carlos Soares e João Pires terem feito um convite para uma prova vertical de vinhos monocasta Petit Verdot dos Vinhos Azamor.


Local da prova, nada mais que um dos locais do Douro com que mais me identifico - Quinta da Avessada. Na companhia de Carlos Soares, João Pires, dos proprietários da Avessada ( Luis Barros e Miguel Barros), do já meu conhecido Stéphane da Quinta do Pôpa ( também foi efectuada uma prova aos seus vinhos, que será feito um post brevemente) e de mais algumas pessoas, fizemos um prova de 4 vinhos de monocasta Petit Verdot de 2004, 2005, 2006 e 2007.


Foi uma prova ocasional, descontraida onde o convivio e a palavra vinho foi unida em torno de conhecidos e desconhecidos. Deixo aqui , de uma forma muito sucinta a minha opinião generalizada sobre os 4 vinhos degustados, sendo que no final foi bastante divertido constatar que as opiniões sobre os diversos vinhos não foi unânime, confirmando que o vinho não é um acto consumado a todos nós e ainda bem.

PROVA:


Azamor Petit Verdot 2004 - A primeira prova. Vinho de côr ruby escuro; no nariz, a madeira sobressaiu demasiado, com algumas notas de pimenta e avelã. Na boca, um vinho que não me seduziu. Um vinho com alguma estrutura, acidez equilibrada que termina seco. Senti um vinho já fora do tempo....



Azamor Petit Verdot 2005 - Vinho de côr ruby. No nariz, foi o vinho que mais prazer me deu. A madeira envolvida com a pimenta verde forte, cereja e ameixa e algum caramelo tornam um vinho extremamente "guloso" no nariz; Na boca, mostrou boa estrutura e excelente acidez, com taninos bem presentes. Termina persistente.



Azamor Petit verdot 2006 - Côr granada. No nariz, aromas intensos com a fruta madura a sobressair. Na boca, o melhor vinho provado. Excelente estrutura, belo corpo e com os taninos bem firmes. Termina longo com uma excelente frescura na boca.



Azamor Petit Verdot 2007 - Muito idêntico ao de 2006. Côr granada Nota-se muita fruta madura,com bom corpo e excelente acidez. Termina persistente.



Conclusão da minha modesta opinião: Foi a primeira vez que tive a oportunidade de provar vinho monocasta Petit Verdot. Gostei de todos eles, sendo o preferido o de 2006 e o que gostei menos o de 2004. São vinhos que acredito que podem evoluir ainda mais em garrafa, especialmente o de 2006 e 2007.


Um final de tarde muito bom!!! Mais uma vez, agradeço ao Carlos Soares e ao João Pires por uma vez mais não se terem esquecido do "mouro", e felicitá-los uma vez mais pelo novo projecto; Sendo um duo apaixonado pelo mundo Vinicola, finalmente chegou o blog WINE OF US . Um projecto pessoal que acredito que terá sucesso a curto prazo.

domingo, 17 de Abril de 2011

Quinta do Mouro 2003 - Touriga Nacional

Peço desculpa a todos os que passam diariamente, semanalmente por este espaço sem que haja novos posts, mas o meu estado profissional não me tem dado tréguas e infelizmente é para continuar. Os fins de semana têm sido dedicados à familia e o cansaço e a preguiça tem sido outros dois factores que não me fazem registar algumas da minhas provas.


Posto isto, voltei e logo com um ASSOMBRO DE VINHO !!!!! Quinta do Mouro Touriga Nacional 2003, entrou para o meu registo pessoal dos 10 melhores vinhos que já bebi. Côr carregada , no nariz, foi o vinho que mais me fez colar o copo " nos queixos", na boca uma explosão de sentimentos que começa leve e elegante e termina a encher a boca por completo com um final extremamente longo e persistente. Um vinho memorável!!!!


É por vinhos como este que adoro a TOURIGA NACIONAL.....


Preço: 26,50€

sábado, 19 de Março de 2011

Cortes de Cima - Syrah 2008

Depois de 15 dias de " seca" devido a um problema de Sáude, eis que voltei (ontem) aos hábitos enófilos.
Abri um Cortes de Cima de 2008 Monocasta Syrah. Apresentou-se com uma côr violeta, escura; No nariz , a presença forte de pimenta preta , especiarias , muita fruta vermelha e chocolate. Na boca, um vinho encorpado, equlibrado e com uma excelente acidez, onde os 5 meses de passagem por madeira estão muito bem integrados. Termina com final médio.
Gostei mais no nariz que na boca.
Preço - 10€ aprox.

sexta-feira, 11 de Março de 2011

Essência - TOP 10 Vinhos Portugueses

O resultado dos melhores 10 vinhos Portugueses na Essência, veio confirmar e fortalecer ainda mais a Região do Douro, no que diz respeito aos tintos.
Ano após ano, vindima após vindima, Os durienses estão cada vez mais a ser colocados num patamar de excelência no nosso País.
Mesmo não tendo a quota de mercado de vendas a nivel Nacional (Alentejo tem cerca de 43% de vendas), Os seus vinhos, "duros de roer", encorpados, cheios de complexidade, aromas e sabores vão deixando para trás ainda aquela ideia para muitos consumidores, que do Douro só um Vintage, LBV, Tawny é que são esplendorosos, como alguns amigos que tenho; O ideal de consumir vinhos fáceis e simples de beber, macios e suaves tem sido a desconfiança perante os vinhos do Douro.
Vou continuar a minha luta perante os meus conhecidos com mais este post, que pode e deve elucidar que o Douro tem mais vida para lá do que os Generosos.....

quinta-feira, 10 de Março de 2011

Essência 2011

O convite do meu amigo Carlos Soares e do João Pires fui pela primeira vez ao Evento “Essência ”. As expectativas que tinha em mente não saíram minimamente defraudadas e só posso agradecer o convite. Visitei no Sábado (dia 5-3-2011). Cheguei pelas 15horas ao Palácio da Bolsa, local que não conhecia e fiquei maravilhado com imponente edificação e com os vários estilos arquitectónicos presentes. Um local maravilhoso que já se torna pequeno para acolher este evento, perante a grande quantidade de produtores (a partir das 17horas já não se conseguia andar entre os expositores, com tanta pessoas presentes).

Das provas que fiz, deixo a minha opinião generalizada:

Vinhos provados preferidos:

· Quinta dos Avidagos – Grande Reserva 2008 (o melhor do dia)

· Quinta da Leda 2008

· Quinta Nova – Grande Reserva 2008

· Quinta Nova – Referência Grande Reserva 2008

· Arrepiado Velho 2008

· Castela D´Alba – Grande Reserva 2008 Vinhas Velhas

· Herdade das Servas – Reserva 2006

· Quinta do Pôpa – Tinta Roriz 2007 (A surpresa da noite)

Outros Vinhos que gostei:

· Quinta da Romaneira 2008 - Reserva

· Duorum – Vinhas Velhas

· Herdade das Servas 2008

· Herdade das Servas - Touriga Nacional 2006

· Esporão – Petit Verdot 2008

· Quinta do Côa – Reserva 2008

· Cavalo Maluco ( não me recordo do ano)

· Quinta do Pôpa – Vinhas Velhas

· Trêpa – Um vinho da Quinta do Pôpa com castas da Bairrada e Douro, uma parceria da Quinta do Pôpa e Luis Pato

· Malhadinha Cabernet Sauvigon – 2008

· Cem Rei s 2009 - Syrah

· Má Partilha 2008 – Merlot

· Labrador ( Noval)

· 23 Barricas (Herdade Grous)

· Herdade do Pinheiro 2008

Outros vinhos provados:

· Lua Nova 2008 – Vinhas Velhas

· Brett (Arrepiado Velho)

· Herdade das Servas – Reserva 2006

· Anima L7

· Cavalo Maluco

· Afros 2007

· Noval Syrah 2008

· Quinta do Pôpa 2007 - Touriga Nacional

· Quinta do Pôpa Touriga Prefácio

· Malhadinha 2008 – Peceguina


Após estas provas, destaco sem dúvida 6 vinhos, sendo que o vencedor da noite, na minha boca, no meu nariz no meu paladar e na minha visão foi sem dúvida o Quinta dos Avidagos Grande Reserva 2008( Uma côr esplendorosa, no nariz a fruta madura e na boca taninos gulosos, onde madeira está excelentemente integrada e com um final com uma persistência adorável) . Destaco também o Quinta da Leda 2008, os já meus preferidos vinhos da Quinta Nova e um destaque especial para os vinhos da Quinta Da Pôpa, que desconhecia no completo; Gostei imenso do Quinta do Pôpa Tinta Roriz 2007 e do vinho de Mesa Trêpa( considerado vinho de mesa devido às castas utlizadas , castas da Bairrada e Douro) e por fim o Quinta do Pôpa - Vinhas Velhas. Um projecto recente que começa agora a dar os primeiros passos mais a sério, onde a enologia está a cargo de Luis Pato. Após conversa com um dos responsáveis, Stéphane Ferreira, “as dificuldades são muitas mas não atira a toalha ao chão” diz o próprio, tendo a distribuição dos vinhos como o seu grande desafio nos próximos tempos.
Outro produtor que admiro, A Quinta do Arrepiado Velho. Tive o prazer de conhecer pessoalmente António Antunes, o Responsável deste projecto. Após amena cavaqueira provei novamente o Arrepiado Velho 2008 (Fantástico), provei o Brett, um vinho como o próprio produtor diz na garrafa não é um vinho consensual entre os enófilos; Pois Bem, Provei e não gostei. Os aromas são fortes e intensos e na boca sente-se o mesmo, é um vinho para outro enófilo e não para mim, mas destaco a coragem e o risco do produtor fazer um vinho assim, e se o produzem e vendem há quem goste de certeza.

Provei o Branco Arrepiado Velho 2009. Não queria provar Brancos, mas após alguma insistência do António Antunes lá fiz a prova. Elaborado com as Castas Riesling e Viognier, é um vinho que vai dar que falar. Aromas intensos a rosas e mel, grande frescura e uma excelente acidez. Adorei!

António Antunes - Arrepiado Velho ( Direita)

A VDS continua a dar cartas. Com um Marketing agressivo, consegue juntar à grande qualidade/ preço dos seus vinhos, o ex libris para qualquer consumidor no qual destaco sem duvidas o Castelo D´Alba Grande Reserva 2008 Vinhas Velhas e outro vinho do grupo, o Quinta do Côa 2008 - Reserva. Não é por acaso que actualmente produz cerca de 800.00 garrafas de vários vinhos que detém e consegue escoar praticamente todo o seu portfólio de vinhos.

Quanto à Quinta Nova, a qualidade dos seus vinhos continua a fazer com que seja dos meus produtores preferidos. Na Essência provei o Referência Grande Reserva 2008 ( o único que não tinha ainda provado) e mais uma vez senti-me realizado por provar mais um néctar deste produtor que não conhecia. Terminei a minha visita com o Vintage 2008 da Quinta Nova ( Superbo).

João Pires, Carlos Soares e Mário Silva

“Perdi-me” também por algum tempo na Herdade das Servas. O trajecto deste produtor tem sido a persistência das gerações da família Serrano Mira e a qualidade dos seus vinhos, onde o trabalho realizado pelos enólogos Tiago Garcia e Luis Mira têm provado que o trabalho de equipa tem sido um sucesso. Provei o último vinho lançado, Herdade das Servas 2008, no qual apresentou-se fresco e muito equilibrado ( o preço é uma das mais valias para um vinho desta qualidade). Provei também o Reserva 2006, o meu preferido e também o Herdade das Servas 2006 – Touriga Nacional.

Destaco ainda da Herdade da Maroteira, o Cem Reis 2009 – Syrah (o mesmo segmento de anos anteriores), Duorum Vinhas Velhas, Da Bacalhôa o Má Partilha – Merlot e da Herdade de Portocarro, Cavalo Maluco.

Palácio da Bolsa
No evento, do "Top 10 - VInhos Portugueses" os grandes vencedores foram O Quinta da Romaneira Reserva tinto 2008 (Douro), o Vinha do Contador branco 2009 (Dão) e o Quinta do Noval Vintage 2008 (Vinho do Porto). Para saber mais clique aqui.
Havia muitos mais vinhos para opinar, mas o tempo é escasso quando queremos que seja longo. No próximo ano tentarei estar na Essência 2 dias no minimo.
Obrigado Carlos, Obrigado João !!!

quarta-feira, 2 de Março de 2011

Quinta da Carregosa - Reserva 2007

Numa jantar na semana passada, experimentei o Vinho Quinta da Carregosa - Reserva 2007. Já tinha ouvido algumas opiniões positivas sobre este vinho e sobre o trabalho desenvolvido nesta quinta situada no Douro.
Sob batuta dos enólogos Anselmo Mendes e João Silva e Sousa, este Duriense foi elaborado com as castas nobres do Douro, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca; Teve um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Françês.
No nariz, presença de aromas intensos, especialmente a frutos maduros e notas florais. Na boca, um vinho bem estruturado, muito fresco e com a presença da fruta a evidenciar-se, tendo os taninos suaves e com uma acidez equilibrada Termina longo e deveras persistente.
Um bela surpresa, que ainda tem pode ganhar mais com alguns anos em garrafa.
Preço - 18€ ( Em Restaurante)